Quem disse que é fácil enfrentar meus medos?
Falar é fácil, o difícil é encarar.
Enfrentar, não é mole não.
Fico apavorada, mente barulhenta e inquieta, corpo tenso.
Mil e uma possibilidades esvoaçando pela minha mente.
Deito e não durmo, levanto cansada e eles ainda estão lá.
Como me desligar? É possível?
O medo diminui minha produtividade.
Preocupada, fico lenta, ando devagar e o medo se agiganta.
Cresce, toma conta e vira um monstro.
Equilíbrio não há. Onde estão os conselhos que já dei.
Porque hoje eles não me ajudam? Quando já ajudei outros.
Porque esse pavor?
O que me leva a ele?
Me questiono, me investigo, mas resposta não há.
Só sei que quando minha saúde se abala, o pavor se instala.
Medo de morrer? Vontade de viver?
Quero tempo. Ainda não vivi tudo, nem tempo suficiente.
Morrer não está nos meus planos para as próximas 5 décadas.
E a vida me cutucando o tempo todo.
Hora um sintoma, hora outro.
Mas a vontade é tanto, vou vencendo cada um.
Mas para cada um deles, novos medos vão se somando.
E confesso. Ainda me encontro com uma pontinha de pavor.
Mazelas e medo, sai desse corpo que não te pertencem.
Vão embora. Aqui a luta é grande.
E mais cedo ou mais tarde, a vida vence.
E a luta segue. Um dia de cada vez.
Me preparando para dias melhores.
Heloisah
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