sábado, 16 de agosto de 2014

ENFRENTANDO MEUS MEDOS


          Quem disse que é fácil enfrentar meus medos?
           Falar é fácil, o difícil é encarar.
          Enfrentar, não é mole não.
          Fico apavorada, mente barulhenta e inquieta, corpo tenso.
          Mil e uma possibilidades esvoaçando pela minha mente.
          Deito e não durmo, levanto cansada e eles ainda estão lá.
          Como me desligar? É possível?
          O medo diminui minha produtividade.
          Preocupada, fico lenta, ando devagar e o medo se agiganta.
          Cresce, toma conta e vira um monstro.
          Equilíbrio não há. Onde estão os conselhos que já dei.
          Porque hoje eles não me ajudam? Quando já ajudei outros.
          Porque esse pavor? 
          O que me leva a ele?
          Me questiono, me investigo, mas resposta não há.
          Só sei que quando minha saúde se abala, o pavor se instala.
          Medo de morrer? Vontade de viver?
          Quero tempo. Ainda não vivi tudo, nem tempo suficiente.
          Morrer não está nos meus planos para as próximas 5 décadas.
          E a vida me cutucando o tempo todo.
          Hora um sintoma, hora outro.
          Mas a vontade é tanto, vou vencendo cada um.
          Mas para cada um deles, novos medos vão se somando.
          E confesso. Ainda me encontro com uma pontinha de pavor.
          Mazelas e medo, sai desse corpo que não te pertencem.
          Vão embora. Aqui a luta é grande.
          E mais cedo ou mais tarde, a vida vence.
          E a luta segue. Um dia de cada vez.
          Me preparando para dias melhores.
Heloisah
          
          


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