sábado, 26 de julho de 2014

INSTÁVEL


          A difícil arte de conviver com pessoas instáveis...
          Sabe aquele tipo de pessoa que muda de humor várias vezes ao dia, que nada a satisfaz por muito tempo, que anda sempre desconfiada e com um pé atrás em tudo.
          Acho cada dia mais  difícil de lidar com esse tipo, a insatisfação está presente o tempo todo, desconfiada, acha que sempre tem pessoas falando dela, atrapalhando seus planos, é indecisa e afirma que  tem alguém puxando seu tapete sempre que as coisas não dão certo.
          É um barril de pólvora pronta a explodir sempre que é contrariada. Bipolar é apelido, vai muito além, se diz apaixonada pelo seu trabalho, mas deixa a desejar na execução de suas tarefas diárias, mas a culpa é sempre do outro, nunca dela.
          Adora falar mal dos colegas em sua ausência, mas junto deles sempre se cala e se faz de amiga. Adora jogar água fria nos planos dos outros e aconselha a deixar o projeto de lado, que não vai dar certo, passado alguns dias lá está ela tentando executar o mesmo, roubando a ideia do colega.
          No mesmo dia diz amar uma pessoa e logo após está pronta a esfaqueá-la. Oh criatura insana, instável, bipolar, doente, simplesmente insuportável. Difícil de conviver.
          Sua mania de perseguição a faz fazer coisas insanas, inacreditáveis para depois se fazer de vítima, para sair das enrascadas que ela própria se mete, barraqueira sem igual, grita, xinga e diz que está defendendo seus direitos.
          Estou há alguns dias observando tal criatura, cada dia fico mais abismada com sua mente doentia, com suas atitudes e principalmente por sua dissimulação.
          Preciso me afastar de tanta negatividade, ninguém merece conviver com tal criatura. Ajudar está além de qualquer ser humano normal. Ela precisa de ajuda profissional urgente. Mas quem se atreve?
          Eu ando me escondendo, sempre que possível e quando não é apenas ouço bem caladinha sem dar nenhuma opinião, qualquer murmúrio serve como reforço para sua loucura.
          Para combinar só uma nuvem negra...
Heloisah
          
          
          
                 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

SAUDADE

          


          Saudade aperta o peito o tempo todo, do momento que acordo até a hora que de exaustão adormeço.
          Saudade de seu sorriso, de sua voz, de ver você brincando incansavelmente, do seu mal humor quando contrariado, sua cara brava quando as coisas não acontece como você quer.
          Saudade... Muitas saudades... Vontade de abraçar e ser abraçada, vontade de dizer te amo e ouvir eu também te amo infinitão, saudade de nossas guerrinhas de travesseiros e de sua pouca vontade na hora de tomar banho.
          Metade do tempo já passou, mas quando penso que ainda falta uma semana para meu abraço, meu coração se encolhe e aperta ainda mais, parece que a saudade não tem fim e é progressiva, aumenta um tantão a cada dia somado.
          Creio que preciso desapegar um pouco para sofrer menos a cada separação. Aprender a dividir e compartilhar o tempo, sei que seu amor é para todos e que partir é necessário de vez em quando. Então porque sofro tanto? Porque dói tanto?
          Contando cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, cada semana, e tudo me parece infinito, não passa, o tempo não anda, invento o que fazer mas a mente não desliga de você.
         Meu cérebro não fica of, nem quando durmo, é uma atividade constante, já acordo exausta, mente fervilhando, converso com Deus pedindo paz e tranquilidade para mim e proteção para você. Coração aquieta um pouquinho, mas logo a ansiedade toma conta novamente.
          Lembro das palavras da psicologa: - Heloisah, você não pode amar demais, tem que por limites no seu amor. Mas como limitar o que é infinitamente expresso? Não consigo e no final quem sofre sou eu.
          Não consigo amadurecer e racionalizar minha maneira de amar, vou seguindo meus dias com o coração apertado e a saudade latente, contando cada segundo que passa.
          Estou aqui, só ouvir sua voz não basta, quero meu abraço...
          Seguindo e perseguindo cada dia com uma vontade de dormir e só acordar quando for hora de você voltar...
          Saudades! Oh! Quantas saudades...
Heloisah

sábado, 5 de julho de 2014

ESTILO HELOISAH PARA PESCAR



          Euzinha toda estilosa para pescar.
          Não gosto muito deste esporte, mas vamos lá.
          Todos vestidos e calçados a caráter.
          E eu, com cabelos escovados, saia, blusa e sandálias, camada espessa de filtro solar e outra de repelente,  munida do meu inseparável guarda sol.
          Mal entro na canoa e meu guarda sol voa com o vento e me deixa desprotegida. E o tal repelente que não faz o mínimo efeito e quando vejo, viro fast food de insetos, coço daqui, coço dali, calombo subindo e pele avermelhada por toda área exposta, sol me deixando incomodada.
           Programa de índio. Eu já havia me prometido a não participar deste tipo de passeio, mas de vez em quando me deixo convencer e me arrependo logo em seguida.
          Enquanto minha companhia nada tentando resgatar meu guarda sol, me deixa sozinha na canoa, vejo que as varas já estão com as iscas, e para tentar ajudar, coloco as em posição de pesca.
          E para piorar tudo, um danado de peixe, resolve abocanhar isca e anzol. Agora sim danou-se tudo! Retiro o peixe da água. Preciso libertá-lo e devolvê-lo para a água, mas como fazer isso sem pegar no bicho de cheiro forte e viscoso?
          Eu sei que preciso salvar o coitadinho, enquanto luto comigo mesma, pego não pego? Ele se debate, penso lentamente, mas decido agir rapidamente e livrar o bichinho, mas quem falou que é fácil? O anzol preso com suas garrinhas, mexo daqui, mexo dali, consigo desgarrar o tal anzol.
          Liberto o danadinho, e mesmo com sua boquinha machucada ele nada rapidamente para longe. 
         Meu guarda sol não foi resgatado, as varas foram retiradas da água, voltamos sem pescar nada e eu me prometendo novamente a não me deixar convencer a fazer esse programa nunca mais.
        De tudo isso percebi que: os únicos que ficaram felizes foram os mosquitos, que me viram como um restaurante, e ficaram super alimentados. Affff.... Pescar nunca mais... 
Heloisah