quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

VIAGEM AO VENTO

          

          De repente, me vejo solta, com os pensamentos voando a toda velocidade, indo com o vento, sem restrição, sem barreira, liberdade total, viajando rumo ao horizonte.
          Com a rapidez da viagem do pensamento, o corpo fica estático, parado alheio a tudo que ocorre ao seu redor.
          Nesta viagem me vejo alegre, riso fácil, brincando com o condutor, dançando na companhia das folhas e flores que ele vai arrebatando e levando junto.
          E lá vou eu, junto com tudo que ele leva, e nesse frescor fico ainda mais fascinada. Mesmo que quisesse não conseguiria me desvencilhar, fico totalmente seduzida a prosseguir e a descobrir novos horizontes.
          De repente o vento termina sua viagem e pousa todos os passageiros em um lindo tapete de grama deixando-o com um alegre conjunto de cores. Onde era só verde, agora se encontra lindamente colorido com as pétalas das flores, folhas e gravetos que foram arrancados durante o percurso.
          Vejo ainda uma infinidade de insetos, que foram levados na mesma viagem e agora meios trôpegos, tontos começam a se mover devagarinho, tentando entender o que os arrebataram e os levaram para longe.
          A viagem do pensamento é fantástica, deixa o corpo leve, a alma tranquila, constrói e desconstrói tudo ao seu redor.
          Por outro lado o corpo continua ausente, e não registra nada ao seu redor. Para cada viagem do pensamento, novos caminhos se abrem, muitas portas vão se fechando e outras se abrindo.
          E  assim é a vida, na nossa caminhada, vamos avançando e deixando algumas coisas para trás e vamos levando experiências que vão nos ajudar a seguir em frente e nos inspirar a abrir novas portas e a trilhar novos caminhos.
          Para cada viagem com o vento muito nos acrescenta. Vivendo na esperança de novas viagens.


Heloisah

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A ESPERA DO REENCONTRO


          Com a chegada da noite, vem junto a saudade, me vejo perdida em pensamentos, reavivo lembranças, revejo momentos de pura diversão, e muitas saudades do meu menininho.
          Enquanto a nostalgia toma conta de mim ele se diverte nas suas férias... Fico tanto tempo sozinha, que a solidão deixa de ser impressão e passa a ser companhia.
          Fico completamente dividida, fico feliz por sabê-lo se divertindo, passeando, se integrando, sendo feliz e por outro lado fico melancólica por tê-lo tão longe dos meus olhos.
          Sentimentos estranhos me invadem a cada separação, fico incomodada até o momento do reencontro, a ansiedade se faz presente muito antes da partida e bem depois da chegada.
          No momento sou uma confusão de sentimentos, passo por isso todas as férias de meio e fim de ano e não aprendo, sempre a mesma coisa, uma saudade que dói e trava minha vida.
        Tentando encontrar um equilíbrio para amenizar a distância do coração e da alma, no momento tenho razões para ser triste, mas me refaço para aproveitar todas as oportunidades para evitar mergulhar em sentimentos negativos.
         A cada férias sem meu menininho começo a agir como se a vida fosse uma repetição, ele se vai cheio de expectativas  e eu fico cheia de conflitos, que só melhora no reencontro.
         Amanhã vou encontrar um jeito de sorrir da saudade que hoje me entristece a alma e o coração. Vivendo na esperança da alegria do reencontro.

Heloisah