Euzinha toda estilosa para pescar.
Não gosto muito deste esporte, mas vamos lá.
Todos vestidos e calçados a caráter.
E eu, com cabelos escovados, saia, blusa e sandálias, camada espessa de filtro solar e outra de repelente, munida do meu inseparável guarda sol.
Mal entro na canoa e meu guarda sol voa com o vento e me deixa desprotegida. E o tal repelente que não faz o mínimo efeito e quando vejo, viro fast food de insetos, coço daqui, coço dali, calombo subindo e pele avermelhada por toda área exposta, sol me deixando incomodada.
Programa de índio. Eu já havia me prometido a não participar deste tipo de passeio, mas de vez em quando me deixo convencer e me arrependo logo em seguida.
Enquanto minha companhia nada tentando resgatar meu guarda sol, me deixa sozinha na canoa, vejo que as varas já estão com as iscas, e para tentar ajudar, coloco as em posição de pesca.
E para piorar tudo, um danado de peixe, resolve abocanhar isca e anzol. Agora sim danou-se tudo! Retiro o peixe da água. Preciso libertá-lo e devolvê-lo para a água, mas como fazer isso sem pegar no bicho de cheiro forte e viscoso?
Eu sei que preciso salvar o coitadinho, enquanto luto comigo mesma, pego não pego? Ele se debate, penso lentamente, mas decido agir rapidamente e livrar o bichinho, mas quem falou que é fácil? O anzol preso com suas garrinhas, mexo daqui, mexo dali, consigo desgarrar o tal anzol.
Liberto o danadinho, e mesmo com sua boquinha machucada ele nada rapidamente para longe.
Meu guarda sol não foi resgatado, as varas foram retiradas da água, voltamos sem pescar nada e eu me prometendo novamente a não me deixar convencer a fazer esse programa nunca mais.
De tudo isso percebi que: os únicos que ficaram felizes foram os mosquitos, que me viram como um restaurante, e ficaram super alimentados. Affff.... Pescar nunca mais...
Heloisah

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