Saudades, saudades, saudades, muitas saudades...
Há exatos quatro meses de ausência, nos foi retirado nosso chão, nosso alicerce, nosso esteio e nosso equilíbrio. A morte rompe o equilíbrio natural de um lar e de nossas vidas. A ausência permanente mina nossa resistência, aumenta nossa dor, deixa um saldo de angustia, de saudade e um constante nó na garganta.
Vamos seguindo nossos dias de maneira mais natural possível, tentando manter tudo como era, mas falta algo tangente é uma ausência impalpável.
Nos enganamos que está tudo bem, quando na verdade a dor da perda grita desesperada dentro dos nossos corações...
Há quem pensa que estamos bem, superando a perda com maestria, quando na verdade enganamos bem, pois não adianta lamentar e reclamar e acredito ninguém gosta de ouvir lamentações.
Um dia de cada vez... Saudades ao amanhecer, onde a presença marcante estava presente em cada detalhe do nosso café da manhã, na hora do almoço uma lacuna que nada nem ninguém ocupa. Espaços vazios o tempo todo e na casa inteira.
Me vejo a sua procura várias vezes ao dia, para contar uma novidade, para mostrar uma aquisição, a procura de um conselho e as vezes apenas como ouvinte. Há momentos de desespero, outros de questionamentos, mas acima de tudo de aceitação.
Acreditamos em dias melhores, para nós e para ela, esperamos um dia reencontrá-la, mas principalmente esperamos que o tempo venha fazer o milagre apregoado por muitos... Que o tempo passe, que a dor amenize, que a saudade se torne suave e que nossas vidas seguem seu curso natural como a água de um rio.
Vivendo na esperança de que o tempo cure nossa dor...
Heloisah

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