A ação tem um impacto muito mais poderoso que a palavra. Fala-se muito, solidariza-se, condói-se e emociona-se com tudo. Mas é vazio, é oco, apenas palavras na boca, muitas vezes sem sentimento, que se perde logo que proferida, o vento leva e não tem mais retorno.
O que me encanta são aqueles que não falam, que calados vão lá e fazem, se abaixam para enxugar as lágrimas, que se dispõem em limpar as feridas, alimentam o corpo e a alma dos necessitados, mas o mais importante, estão juntos, ficam firmes, doam força, inspiram fé, simplesmente ajudam.
Pessoas que fazem, são raras, pessoas que solidarizam com palavras existem aos montes, também tem lá sua importância ao inspirar coragem, paciência e persistência, mas não chegam aos pés de quem faz e muitas vezes anonimamente.
Ultimamente tenho observado esses dois tipos de pessoas, aqueles que ao ver alguém sangrando, ficam por perto, confortam, segura a mão, incute força e se preciso for ampara.
Ah! Mas tem aqueles que vão além de amparar, simplesmente toma frente, se abaixam, limpam as feridas, pressiona, segura firme até o sangramento estancar, que lava a pele manchada de sangue, que cuida até a tempestade passar, esse afeto, não só cura o corpo como a alma também.
Pessoas raras e muito importantes na vida daqueles que mais precisam. Mas há também aquelas pessoas, que não solidarizam com palavras e nem arregaçam as mangas e fazem, mas silenciosamente, anonimamente, doa para salvar vidas, doa alimentos, remédios, ajudam na sobrevivência daqueles muito necessitados.
Também há aqueles que doa seu tempo para alegrar e cuidar dos enfermos, dos idosos, de crianças, de animais; outros que cozinham para matar a fome de dezenas de necessitados.
Mais que encantada fico emocionada com essa gente, que não espera, que não faz corpo mole, que não descansa. Simplesmente vão lá e fazem. Desejo que essas pessoas se multipliquem.
Heloisah

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