quinta-feira, 2 de abril de 2015

VAIDADE



          Observo as pessoas. Todas vaidosas desde as pequeninas até os adultos.
          Todas transpiram vaidade, cada uma deixando em evidência o seu ponto forte. Todas valorizam o que tem de melhor, umas a pele, outras o corpo, outras o cabelos.
          Há mulheres que tem todos os atributos, outras um ou outro, mas todas com cabelos bem cuidados, unhas esmaltadas, maquiadas, perfumadas, bem vestidas e calçadas com o melhor das tendências, sem falar dos acessórios.
          Os uniformes atualmente são charmosos e valorizam os corpos de quem os vestem, se brincarmos os locais de trabalhos viram uma passarela.
          Observo que os homens também são vaidosos, se cuidam, vão ao salão, fazem limpeza de pele, sobrancelhas, as unhas, gostam de perfumes, vestem  e calçam-se bem.
          Hoje a vaidade impera desde os bebês com um comércio voltado especialmente para eles, mas tudo para os tornarem cada dia mais lindos e mais bem cuidados.
          Nos dias atuais peca quem não tem nenhuma vaidade. Temos que estarmos apresentáveis em todos os segmentos da sociedade, no trabalho, na igreja, na escola, nos clubes, nas festas e etc.
          Todos transpiramos vaidades.
Heloisah

         

quinta-feira, 26 de março de 2015

EXAME TRAUMÁTICO



                 Alguns anos atrás...
                 Naquele dia, quando levantei pela manhã, ainda de jejum, me preparei para ir até a clínica fazer uma tomografia computadorizada (TC), do tórax com contraste, para ver a evolução da enfermidade que estava me debilitando.
                 Chegando à clínica, passei por todos os processos de atendimento, fui chamada para realizar os exames, havia outros a serem feitos no mesmo dia e no mesmo lugar, hoje já não me lembro de quais eram, mas desta tomografia nunca esqueço.
Na antessala da máquina da bendita tomografia, começou toda a saga do dia, tive reações que eu nunca imaginava ter.
                 No início era eu e uma técnica que deveria pegar uma de minhas veias e me conectar com a máquina, que no momento certo injetaria o contraste na veia e este percorreria rapidamente por todo meu corpo, enquanto a máquina faria uma sequência de imagens do meu pulmão.
                 A técnica não conseguiu pegar uma veia sequer. Depois de cinco picadas infrutíferas eu já havia perdido toda a serenidade, mas respirava fundo para me manter tranquila, perguntei se não havia outra pessoa para colocar a bendita agulha na veia.
                 Vieram mais dois técnicos e começaram a furar o outro braço e nada, depois de sem exagero, de mais dez picadas sem sucesso, me vejo cercada de pessoas, com garrote apertando os dois braços ao mesmo tempo e sendo picada simultaneamente.
                 Aqui começou toda a crise, pedi que parassem de me furar, comecei a chorar incontrolavelmente e tremia de bater o queixo. Lembro-me dos técnicos tentando me acalmar, mas quanto mais eles falavam, mais eu chorava.
                 Levaram-me para um quarto nos fundos da clínica, cobriram me com um cobertor grosso, pois ainda tremia e chorava sem parar.
                 Respirava fundo, conversava comigo mesma para me controlar e nada, continuava em crise e sempre que alguém colocava o rosto dentro do quarto e me perguntava se eu já estava bem, começava a chorar de novo.
                 Esqueceram-me por lá mais ou menos quarenta minutos e eu continuava tentando parar de chorar, me fortalecia, conversava comigo mesma me dando força, pedia a Deus para me devolver o equilíbrio e nada, chorava e tremia sem parar.
                 Eis que entra os atendentes com uma senhora em uma cadeira de rodas com sua filha e filho, ela deveria ter sessenta anos e estava com as costelas fraturadas, comecei a perceber a dificuldade que os filhos encontravam para vesti-la com a roupa da clínica, para fazer os exames.
                 Ela chorava, gemia e dizia que não suportava a dor, a filha mais cuidadosa, foi conversando com ela e devagarinho foi vestindo sua mãe e eu respirava fundo, conversava comigo mesma e me questionava o porquê de toda essa crise se eu estava bem comparada àquela senhora.
                 Fui me fortalecendo, respirando fundo, pedindo força e sabedoria a Deus, enfim parei de chorar e tremer. A senhorinha saiu para fazer seus exames.
                 Sozinha novamente vi que já estava bem, nisso entra uma enfermeira, puxa uma cadeira, pega meu braço, coloca o garrote e pega uma veia de primeira, perguntei por que ela não tinha vindo antes, me explicou que é uma enfermeira de um hospital ali perto da clinica e eles a solicitaram para me atender.
                 Agora, já na sala de exames, com a veia conectada no contraste e este na máquina, começou o exame, chega o momento de injetar o contraste, colocaram uma mangueirinha de encaixe e não de rosca, resultado com a pressão da máquina, a mangueira se desconectou e tomei um banho de contraste que voava em todas as direções.
                 Sorte que a agulha ficou firme na veia, não deslocou. Fizeram a aplicação manual. O exame continuou e terminou quatro horas depois da primeira tentativa.
                 Esse dia não esqueço jamais e sempre que os médicos me pedem tomografia computadorizada (TC), vou logo falando, sem contraste, tenho alergia...
Heloisah 
       

sexta-feira, 20 de março de 2015

FATOS DA VIDA


                Era um dia de chuva forte, daquelas que alagam ruas e a enxurrada se torna violenta. Como não havia sinal de que a tormenta iria passar, minha Madrinha, resolve ir para casa.
          Sai do Bairro Jundiaí, a chuva caía forte, incessante, perigosa e traiçoeira; com cuidado, aliás, ela  sempre cuidadosa, consegue chegar até a porta de sua casa.
          Até aqui, tudo bem, a enxurrada estava alta na porta da garagem e sem pensar na possibilidade de algo pior acontecer, vira o carro para colocá-lo para dentro, pega o guarda chuva, as chaves e pensa em descer para abrir o portão.
          O que ela não percebeu foi que, ao virar o carro para colocá-lo na garagem, a água da chuva ficou represada e sem ter para onde ir tomou força e violentamente começou a escoar por todos os lados, inclusive, por debaixo do carro, fazendo-o balançar como uma embarcação em alto mar.
          Mesmo assim, ela não viu grande perigo e ao colocar os pés no chão, a água represada pelo automóvel escoou com tal velocidade e força que ela foi ao chão.
          A enxurrada a arrastou por debaixo do carro; sorte que o veículo não era rebaixado, acredita-se que ela caiu de barriga para baixo, e suas costas foram debatendo entre a ferragem, escoriando a pele e rasgando sua roupa, e assim no susto ela atravessou entre os pneus e na parte inferior  do carro sem ficar presa e sem se afogar, pela graça de Deus.
          Mas a água era tanta que a mesma só conseguiu se sentar há mais ou menos cinquenta metros abaixo, no cruzamento de duas avenidas, onde o sinaleiro se encontrava desligado, por falta de energia. Foi socorrida pelo seu sobrinho, que mora por perto e estava chegando em casa, ajudou-a,  chamando seu esposo, para auxiliá-la.
          As chaves do carro, da casa, o guarda chuva e os óculos foram levados e nunca mais encontrados; escoaram boeiro abaixo. Para enfrentar a correnteza e colocar o veículo na garagem foi outra luta, força humana contra a violência da natureza. Enfim, com o automóvel guardado em uma garagem inundada, hora de olhar o estrago no próprio corpo.
          As costas parecia aquelas que levam chibatadas amarradas no tronco. As pernas com hematomas e inchadas, aliás hematomas por todo o corpo.
          Não quis procurar ajuda médica e com o passar dos dias veio a febre e a perna inchada começou a ficar com uma coloração amarelo-esverdeado, não teve jeito, foi preciso ir ao médico.
          Com a lesão diagnosticada foi necessário fazer uma drenagem para que a mesma melhorasse. Depois do ocorrido veio o pânico por dias de chuvas, principalmente se precisasse dirigir, mas com o tempo o pavor diminuiu, mas até hoje está presente na forma de alerta.
          Depois de estar viva por milagre, começou a dar maior valor à vida. Principalmente, depois de alguns meses a mídia retrata em seu noticiário, casos semelhantes, até com vítimas fatais.
          Hoje relembrando o fato, agradeço a DEUS por nos ter dado apenas um susto. Sinto que ela renasceu no exato momento que conseguiu sentar-se no asfalto, no meio de um cruzamento de duas avenidas com alto fluxo de tráfego e no momento totalmente deserta.
          Sentada, no asfalto e no meio do cruzamento, sinalizava  com as mãos, assumindo o papel do sinaleiro, pedia socorro. Contava apenas com a iluminação dos faróis dos carros. Muito assustada, confusa e sem entender a dimensão do perigo, continuava atordoada, mas, supostamente viva. Renascida e rebatizada na água suja da chuva.
Heloisah

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

SAUDADES


           Saudades, saudades, saudades, muitas saudades...
          Há exatos quatro meses de ausência, nos foi retirado nosso chão, nosso alicerce, nosso esteio e nosso equilíbrio. A morte rompe o equilíbrio natural de um lar e de nossas vidas. A ausência permanente mina nossa resistência, aumenta nossa dor, deixa um saldo de angustia, de saudade e um constante nó na garganta.
          Saudade de um colo de Tia, de comidinha especial aos domingos, das conversas, das broncas, do encorajamento e principalmente da presença.
          Vamos seguindo nossos dias de maneira mais natural possível, tentando manter tudo como era, mas falta algo tangente é uma ausência impalpável.
          Nos enganamos que está tudo bem, quando na verdade a dor da perda grita desesperada dentro dos nossos corações...
          Há quem pensa que estamos bem, superando a perda com maestria, quando na verdade enganamos bem, pois não adianta lamentar e reclamar e acredito ninguém gosta de ouvir lamentações.
          Um dia de cada vez... Saudades ao amanhecer, onde a presença marcante estava presente em cada detalhe do nosso café da manhã, na hora do almoço uma lacuna que nada nem ninguém ocupa. Espaços vazios o tempo todo e na casa inteira.
          Me vejo a sua procura várias vezes ao dia, para contar uma novidade, para mostrar uma aquisição, a procura de um conselho e as vezes apenas como ouvinte. Há momentos de desespero, outros de questionamentos, mas acima de tudo de aceitação.
          Acreditamos em dias melhores, para nós e para ela, esperamos um dia reencontrá-la, mas principalmente esperamos que o tempo venha fazer o milagre apregoado por muitos... Que o tempo passe, que a dor amenize, que a saudade se torne suave e que nossas vidas seguem seu curso natural como a água de um rio.
          Vivendo na esperança de que o tempo cure nossa dor...
Heloisah

domingo, 15 de fevereiro de 2015

CRIANÇA CONSUMISTA



            A criança da casa é super consumista.
         Compra pelo prazer de comprar.
          Se tem dinheiro, fica maquinando o tempo todo de como gastar. Não importa se vai comprar algo que vai usar mais de uma vez. O negócio de sua vida, dos seus sonhos é comprar brinquedos...
          Torra tudo, do troquinho a grandes valores, e tudo em brinquedos. E quase sempre só brinca na hora que compra e nunca mais pega. Chegando em casa vai para a caixa de brinquedos e lá se perde, se mistura e no dia da seleção para doar ou jogar fora lá esta uma infinidade de brinquedinhos novinhos e todos misturados.
          A compra de hoje, mines dinossauros, armados para lutar.
          No momento está super concentrado em armar os dinossauros e montar uma catapulta que atira rochas no adversário.
          São miniaturas que com toda certeza ao se misturar com os outros brinquedos na caixa, nunca mais serão reunidos novamente.
          Nunca vi tanto desespero para comprar bugigangas e quinquilharias, sendo que ele tem brinquedos bons. Só que para ele não faz diferença, tanto faz, caro ou barato, cada um cumpre sua função de ser útil no dia da compra e depois nunca mais.
          E bem antes de eu terminar esse texto ele já se encontra insatisfeito, reclamando que deveria ter comprado o brinquedo da loja anterior, e me da mil e uma indireta para financiar outra compra.
         Faço ele raciocinar que não se deve comprar sem antes analisar se a compra vai ser útil. E se ele já gastou o dinheiro da semana, agora não tem como.
          Como demorei para postar esse texto, várias compras foram feitas nesse intervalo de três semanas, a última que foi ontem, uma coleção de tartarugas ninjas, no momento é um sucesso, brincando com elas no dia seguinte também...
          A caixa de brinquedos já se encontra entulhada, momento perfeito para fazer nova seleção de doação...
          Vivendo na esperança de ver o dia que a criança vai poupar seus troquinhos...

Heloisah

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

VIAGEM AO VENTO

          

          De repente, me vejo solta, com os pensamentos voando a toda velocidade, indo com o vento, sem restrição, sem barreira, liberdade total, viajando rumo ao horizonte.
          Com a rapidez da viagem do pensamento, o corpo fica estático, parado alheio a tudo que ocorre ao seu redor.
          Nesta viagem me vejo alegre, riso fácil, brincando com o condutor, dançando na companhia das folhas e flores que ele vai arrebatando e levando junto.
          E lá vou eu, junto com tudo que ele leva, e nesse frescor fico ainda mais fascinada. Mesmo que quisesse não conseguiria me desvencilhar, fico totalmente seduzida a prosseguir e a descobrir novos horizontes.
          De repente o vento termina sua viagem e pousa todos os passageiros em um lindo tapete de grama deixando-o com um alegre conjunto de cores. Onde era só verde, agora se encontra lindamente colorido com as pétalas das flores, folhas e gravetos que foram arrancados durante o percurso.
          Vejo ainda uma infinidade de insetos, que foram levados na mesma viagem e agora meios trôpegos, tontos começam a se mover devagarinho, tentando entender o que os arrebataram e os levaram para longe.
          A viagem do pensamento é fantástica, deixa o corpo leve, a alma tranquila, constrói e desconstrói tudo ao seu redor.
          Por outro lado o corpo continua ausente, e não registra nada ao seu redor. Para cada viagem do pensamento, novos caminhos se abrem, muitas portas vão se fechando e outras se abrindo.
          E  assim é a vida, na nossa caminhada, vamos avançando e deixando algumas coisas para trás e vamos levando experiências que vão nos ajudar a seguir em frente e nos inspirar a abrir novas portas e a trilhar novos caminhos.
          Para cada viagem com o vento muito nos acrescenta. Vivendo na esperança de novas viagens.


Heloisah

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A ESPERA DO REENCONTRO


          Com a chegada da noite, vem junto a saudade, me vejo perdida em pensamentos, reavivo lembranças, revejo momentos de pura diversão, e muitas saudades do meu menininho.
          Enquanto a nostalgia toma conta de mim ele se diverte nas suas férias... Fico tanto tempo sozinha, que a solidão deixa de ser impressão e passa a ser companhia.
          Fico completamente dividida, fico feliz por sabê-lo se divertindo, passeando, se integrando, sendo feliz e por outro lado fico melancólica por tê-lo tão longe dos meus olhos.
          Sentimentos estranhos me invadem a cada separação, fico incomodada até o momento do reencontro, a ansiedade se faz presente muito antes da partida e bem depois da chegada.
          No momento sou uma confusão de sentimentos, passo por isso todas as férias de meio e fim de ano e não aprendo, sempre a mesma coisa, uma saudade que dói e trava minha vida.
        Tentando encontrar um equilíbrio para amenizar a distância do coração e da alma, no momento tenho razões para ser triste, mas me refaço para aproveitar todas as oportunidades para evitar mergulhar em sentimentos negativos.
         A cada férias sem meu menininho começo a agir como se a vida fosse uma repetição, ele se vai cheio de expectativas  e eu fico cheia de conflitos, que só melhora no reencontro.
         Amanhã vou encontrar um jeito de sorrir da saudade que hoje me entristece a alma e o coração. Vivendo na esperança da alegria do reencontro.

Heloisah

sábado, 20 de dezembro de 2014

EQUIPE E.E.A.


Mais um ano se finaliza e com ele muitas lembranças, muitas histórias para contar, muitos sonhos realizados.  Outros que ficaram por realizar. Mais uma etapa de nossas vidas foi concluída. Esta é a dinâmica da vida, e neste imenso ano vivemos e aprendemos cada dia uns com os outros, e nos engrandecemos como seres humanos. Mais um ano que passou. Espero que tenhamos aproveitado tudo de bom que Deus nos proporcionou.
E é por este aprender diário, que venho por meio desta mensagem, agradecer a toda Equipe do Educandário, pela contribuição e importância de cada um na função exercida durante esse ano letivo.
O nosso João que esteve atento à chegada e saída de todos, sempre afetuoso com os alunos... E também no bem estar da escola, nos ajudando a manter sua boa conservação, com eficiência, dedicação e muito carinho.
As Auxiliares: Jéssica, Márcia, Maristela, Sueli e Tatiana, e os vigias: Ângelo e Teófilo que com rapidez e cuidado zelaram pela limpeza e pela segurança da escola deixando-a limpa e aconchegante, pronta para receber a todos.
E as coordenadoras Maria do Carmo e Terezinha que sempre estiveram atentas às atividades, buscando as melhores formas de desenvolver os trabalhos pedagógicos. Inquietas, alegres e dispostas a ajudar em tudo e a todos. Além das auxiliares da Coordenação, Cida e Tays, foram também um pouco professoras, um pouco Coordenadoras, amigas e companheiras de todas as horas. Obrigada. Valeu! Esse quarteto fez muito por aqui.
Nossos professores: Adriana, Adriano, André, Diego, Fabiana, Genilda, Gilmar, Igor, Irene, Jacqueline, Karla Aparecida, Karla Lopes, Keila, Lucélia, Lucilene, Márcia, Michele, Miriam, Mirian, Patrícia, Rosimeire e Zuleica que com grande mérito, orientaram e transmitiram carinho e sabedoria a todas as crianças de forma prazerosa no dia-a-dia. Que a luz interior de vocês continue brilhando sempre.
 Lúcia e Normaci, nossas merendeiras, que no preparo rotineiro das alimentações souberam fazer deste momento, um prazer para todos. Iara, nossa Coordenadora da Merenda, que com paciência e bom senso, soube driblar os trâmites financeiros e conseguir solucionar com sucesso a questão da Merenda Escolar.  Nosso muito obrigada.
Com reconhecimento e gratidão, Fabiane, nossa secretária, e também suas auxiliares Rejane Kelly, Rejane Alves, Luciane Couto e Miriam, podemos dizer que vocês souberam transmitir as informações de forma coerente, justa e com grande simpatia. Por essa habilidade em atender nossos pais e auxiliar nossa equipe, afirmo que vocês são competentes.
Angélica, nossa Diretora, pessoa justa e cheia de generosidade para com todos, movida por uma verdadeira obstinação em fazer a diferença. Ela é um exemplo de como com amor e dedicação em um gesto, pode mudar a vida de seus alunos e ela acredita nisto. Tenho certeza que não há presente maior para os pais do que assistir ao desdobramento da personalidade dos filhos, ver sua beleza brilhar no mundo e saber que a contribuição da Angélica foi especial para o futuro deles.
Cada ano parece que passa mais rápido. E quando a gente se dá conta, chegou o Natal outra vez, com toda aquela correria e alegria. E no meio de tantas coisas, não posso esquecer de agradecer por tudo que recebi de vocês e lembrar o verdadeiro significado desta época: Renovação, Alegria e Esperança de um Ano Novo ainda melhor! 
"Neste Natal, desejo que em cada olhar, vocês sintam mais alegria nos amigos, nos irmãos; em cada gesto, mais esperança; em cada encontro, mais amor, amizade, bondade, compreensão, ternura, carinho e sobretudo, mais perdão e menos rancor; em cada sorriso, mais sonhos realizados... e que todos possam ver e sentir a luz que iluminará nossos caminhos, neste novo ano que aproxima".
A cada ano mudamos um pouco, evoluímos, tendo a certeza de que a vida e o mundo serão melhores. E por isso, não poderia ser diferente!
Feliz Natal e todos juntos em 2015!

Adaptado por  Heloisah

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

NATAL


          Natal é tempo...
          de risos e alegrias,
          de preparativos e festas,
          de nascimento e oração,
          de presentes e comemorações,
          de família e união,
          de encontros e reencontros,
          de mesa farta e olhares brilhantes,
          de papeis de presentes e embalagens
          esparramados pelos quatro cantos da casa.
          Natal...
          Festa da família, envolvimento de todos para celebrar o dia do nascimento de Jesus, de repensarmos nossas atitudes perante a vida, de buscarmos sermos cada dia melhores que ontem, de nos superarmos dia a dia...
          Natal...
          Tempo de alegria e oração, de partilha e doação, tempo de amar, tempo de família reunida ao redor da mesa farta e aos pés do presépio representando a família celestial...
          Natal...
          Dia de repensarmos a vivência com nossas famílias, de refletirmos sobre o nascimento daquele que veio para mudar nossas atitudes, de sermos mais humildes e aprendermos a dividir...
          E não esquecermos que o centro da festa do natal é JESUS, do divisor de águas, que a partir de seu nascimento já marcava o preparativo para chegar à sua morte e Ressurreição...
          Tudo começou com o Natal!
          Esperando ansiosamente pelo Natal desse ano e de muitos outros...
          Vivendo na possibilidade de um Natal abençoado para todos...
          Heloisah

PREPARATIVOS PARA O NATAL

         

           Adoro as festas de fim de ano, confraternizações, amigos secretos, Natal e Ano Novo...
          O que mais gosto é me envolver nos preparativos, e o NATAL é o meu predileto, enfeitar a casa, preparar e comprar presentes, personalizar embalagens, aqui em casa o ponto alto é o almoço de Natal!
          Esse ano estamos nos desdobrando para passarmos essa data em harmonia e com muita sabedoria, não vai ser fácil com a ausência de minha tia que comandava os presentes de todos.  
         Ela já não saia para comprá-los devido a idade, mas sabia exatamente o que cada um de nós queríamos ou precisávamos e eu era a escolhida para comprá-los.
          E hoje sinto um nó na garganta só de pensar em ir ás compras.
          Era ela que planejava e executava cada detalhe do almoço, do pernil que deveria ser encomendado, de porco caipira, do tamanho, de como temperá-lo, quanto a leitoa seguia o mesmo padrão, o peru não podia faltar... Pensava em cada detalhe da salada e dos acompanhamentos...
          Para nós ficava apenas a sobremesa e sermos ajudantes de cozinha. Como será nosso almoço este ano? Vou saber fazê-lo como ela fazia? Vou conseguir temperar e assar pernil, leitoa e peru? Na sobremesa essa eu garanto... No resto vou me esforçar.
          Depois conto os detalhes dos erros e acertos...
          E para piorar ficaremos sem a criança da casa nas festas de fim de ano ele irá viajar de férias com o pai...
          Prevejo dias angustiantes, já que ele é a alegria da casa, cada enfeite passa pelas suas mãozinhas antes de serem colocados no seu devido lugar.
          Sua alegria borbulha pela casa toda, no tom de sua voz, na musicalidade de suas gargalhadas, risos e sorrisos, no alegre vai e vem de seus pezinhos que até parece uma dança.
          Me emociono com a simplicidade  de sua lista de presentes para Papai Noel e com suas dúvidas de o bom velhinho existir de verdade ou se é só uma lenda!
          Amo tudo isso, e apesar da tristeza, do nó na garganta, das ausências permanentes e temporárias, vamos tentar fazer tudo como sempre foi...
          Vivendo na possibilidade de um natal abençoado!...
Heloisah