segunda-feira, 27 de outubro de 2014

NOVO AMANHECER

     
     Momentos difíceis existem para nos fortalecer.
     É na adversidade que você descobre a força que tem.
     Minha superação é diária, o lúpus e a esclerodermia em atividade constante.
     Convivendo com as dores, inchaços, dificuldades de locomoção e respiratória diariamente.
     Vivendo um dia de cada vez. Nessa vida nada é fácil, tudo é questão de sobrevivência, de superação e de querer estar viva. E como quero viver! Viver muito... 
     Se não bastasse isso, ainda há sustos com a família, tia internada, criança que meche e vira está com algum problema de saúde e é desse jeito que vamos atropelando os dias e sendo atropelados também, mas o bom disso tudo é que sempre há um amanhã.
     E para cada manhã há infinitas possibilidades de se estar  melhor ou não... Mas o mais importante é que o amanhã chegou, e se chegou é por que você ainda tem mais um dia de vida.
     É desse jeitinho que vou computando meus dias... Uns melhores, outros nem tanto, mas o importante é ter um novo amanhecer e saber ser grata a tudo isso.
     Há uma força invisível que me impulsiona para frente, que me ampara, consola e me mostra novos caminhos, outro jeito de caminhar, outra maneira de ver a vida e com ela vou aprendendo a contornar ou superar todos os obstáculos que encontro pela frente. 
     Uns com mais facilidade, outros com grandes dificuldades, um dia vou mais rápido no outro tão devagar quase parando, mas vou, não paro, quero chegar em outro amanhã e assim sucessivamente tenho uma coleção de ontens e uma infinidades de amanhãs a minha espera.
     Quero uma coleção bem grande de ontens, porque para cada ontem é a certeza que vivi, e para cada um deles é a esperança de um novo amanhecer...
     Vivendo na esperança de muitos amanhãs...
Heloisah
     

terça-feira, 21 de outubro de 2014

PRIMAVERA PRA LÁ DE QUENTE


Esperando a chuva chegar...
Primavera deste ano está pegando fogo... Tempo quente, seco e minha cidade virou uma estufa.
Ficar dentro de casa até dá, mas por os pés para fora depois das 10 horas é impossível, muito calor, muito sol e um abafamento só. 
Tem momentos que chego a pensar que calor mata.
E para alimentar só abusando do gelado, troco almoço por açaí, sorvete, melancia bem geladinha e água de coco. Me pego mastigando gelo a tarde toda.
Chove ao redor, mas no meu bairro nem um pingo cai, precisamos urgentemente de uma boa chuva, daquelas que vem para ficar, que diminua a temperatura, que nos permita desligar o ar condicionado, ventiladores e afins. Vivendo momentos incômodos, calor, mormaço, ar parado e sem brisa... Esse caloraço de primavera está acabando comigo. Primavera sem flores, de gramas ressequidas, de cerrados pegando fogo, de ar empoeirado e enfumaçado. Esperando a chuva chegar... Para brotar as flores e as ramas das árvores, para alegrar as bicharadas, para limpar o ar e refrescar a temperatura do ambiente. Me preparando para andar na chuva, se a meteorologia não furar novamente será amanhã... Esperando ansiosamente...
Heloisah

domingo, 21 de setembro de 2014

SOU URBANA



Sou urbana. Disso tenho certeza.
Mas não esqueço minhas origens.
Tenho os pés fincado na cidade,
mas o coração é do campo.
Gosto do conforto e da comodidade,
mas tenho no meu sangue um que de camponesa.
E assim a natureza me encanta.
Me perco na contemplação dos pássaros e 
em ouvi-los em suas algazarras.
Borboletas me distraem, 
assim como flores, folhas e árvores.
Os burburinhos da água correndo em seu leito,
me tranquiliza a alma.
Quando observo o céu, as nuvens, o sol e as estrelas,
neles só vejo magia.
Entre asfalto, paredes e concretos,
sempre encontro um canto que me encanta.
E nesses lugares sempre me perco no tempo.
Tem dias que as lagartixas, que correm ariscas,
me fazem sorrir, correm com medo de que?
Em outros fico pasma com o número enorme
de lagartas nos caules dos coqueiros.
Sem falar das abelhas que querem invadir meu copo,
fizeram morada no muro aqui em casa.
E a dona coruja que faz da antena seu poleiro,
sei de sua presença a noite inteira.
Sou urbana... Mas não esqueço minhas origens.
Vejo com alegria as mudanças das estações.
Mas às vezes me irrito também, 
principalmente com o calor e a sequidão.
Amo investigar o pedaço.
Vejo grandes possibilidades no meu pedacinho do céu,
nele vislumbro todo o meu horizonte perdido.
Sou urbana... Com toda certeza.
Aqui minhas raízes se fixaram.
Sou urbana. Daqui não saio jamais...
Heloisah

terça-feira, 2 de setembro de 2014

ENCRENCA A VISTA

          

          Sabe aquele tipo de pessoa, que você fala, fala, orienta, ensina, mostra a maneira correta de como fazer, acompanha seu dia a dia, incentiva, enfim faz o que pode para auxiliar e mesmo assim a cabeça dura insiste em seus escorregões.
          Acha que ela está certa, que quem quer ajudar está de implicância e quando a corda arrebenta, a humildade desaparece, age com arrogância, ataca quem mais fez por ela, não assume suas falhas, tenta sair pela tangente e ainda se faz de coitadinha.
          Quando vê que a situação está para lá de preta e que precisa de sua ajuda no desenrolar das coisas, ainda age como se você fosse a culpada, não quer ouvir sugestões, acredita que agiu certa, e se irrita quando você mostra que no momento não adianta meias verdades.
          Quando cai a ficha de que a situação é mais complicada do que pensa, continua arrogante e só pensa em desistir, não pensa que uma situação mal resolvida a perseguirá para sempre. Atrás de cada pessoa encontra uma família para auxiliá-la, para acolhê-la, para ajudá-la e nunca o contrário, assim acreditei até agora. Já não sei mais.
          A única coisa que sei é que vou continuar a fazer o que minha consciência mandar, ajudar, incentivar, orientar se quiser seguir segue se não lavo minhas mãos, mas fico na retaguarda, qualquer coisa se der amparo e acolho. Tento, mas não consigo deixar para lá.
          Vejo o ser humano com suas infinitas facetas... Todos tão iguais e ao mesmo tempo tão diferentes. estou aqui aguardando maturidade, responsabilidade e flexibilidade.
Heloisah


domingo, 31 de agosto de 2014

CALOR



         Calor insuportável.
         Tentando esfriar o ambiente. Ventilador ligado ao máximo. Tomando água gelada aos litros. O corpo pesado, apático, sem vontade de movimentar.
         Lá fora o sol aceso ao máximo, queimando tudo que estiver ao seu alcance. As plantas nos vasos tiveram que ir para a sombra, estavam completamente desidratadas.
         A água sai das torneiras quente, fervendo. Lá fora nem uma brisa para refrescar. Falta de apetite, dormir é impossível os ventiladores não dão conta de tanto calor. 
         Geladeira cheia de frutas, iogurtes e sucos é o que são possível ingerir, nada quente nem morno, só gelado. Meu cafezinho, deixei de lado.
         As mascotinhas estão apáticas,  comendo pouco e consumindo muita água, respiração ofegante e cansadas.
         Pouca umidade no ar, umidificador também não dá conta de melhorar o ar da casa, narinas queimando ao respirar, ar seco demais, prejudicando as mucosas nasais.
         Preciso superar a alergia ao ar condicionado, ser mais resistente, fortalecer os pulmões. Vencer os próximos dias vai ser difícil.
        Me preparando para dias piores. Eu e o calor não combinamos.    
Heloisah  
     

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

BRINCANDO COM A VIDA


       Viver não é esperar a tempestade passar...
       É aprender a brincar na chuva...
       É ter paciência quando a vontade é gritar...
       É  esperar quando a vontade é resolver logo...
       É sair correndo quando a vontade é ir devagar...
       É comer depressa quando a vontade é saborear lentamente...
       É viajar pouco quando a vontade é viajar infinitamente...
       É  não dormir quando a vontade é dormir mais que a cama...
       É andar no sol quando a vontade é ficar na sombra...
       É abraçar e ir embora quando a vontade é ficar...
       É falar um oi e um tchau quando a vontade é sentar e conversar...
       Brincar com a vida é inverter as prioridades, é realizar todas as vontades. Parar o tempo, estacionar esse mundo acelerado, sentar e ficar, fazer tudo devagar prestando atenção no que dá prazer...
       Brincar com a vida é deixar para trás o peso que se carrega, diminuir as bagagens, as angústias, as tristezas e seguir levando apenas o sorriso e a alegria...
       Ando brincando com a vida... Invertendo minhas prioridades... Quando se chega a uma certa idade, a vida se acalma e aí sentimos aquela necessidade de desacelerar, de seguir os dias pacientemente e vagarosamente.
       Hoje me divirto com a vida, mas choro e me desespero também... Amo observar a natureza, sou apaixonada pelas cores e formas das nuvens no céu, fico horas e horas observando e registrando, nunca é igual. Do nascer ao por do sol, tudo exerce sobre mim um fascínio sem fim...
       Vou seguindo e brincando na vida e a vida brincando comigo.
       E como dizia Fernando Pessoa "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena."  Minha alma se agiganta diante da vida, e eu sigo brincando com ela.
      Vem brincar comigo? Vêm?
Heloisah

sábado, 16 de agosto de 2014

ENFRENTANDO MEUS MEDOS


          Quem disse que é fácil enfrentar meus medos?
           Falar é fácil, o difícil é encarar.
          Enfrentar, não é mole não.
          Fico apavorada, mente barulhenta e inquieta, corpo tenso.
          Mil e uma possibilidades esvoaçando pela minha mente.
          Deito e não durmo, levanto cansada e eles ainda estão lá.
          Como me desligar? É possível?
          O medo diminui minha produtividade.
          Preocupada, fico lenta, ando devagar e o medo se agiganta.
          Cresce, toma conta e vira um monstro.
          Equilíbrio não há. Onde estão os conselhos que já dei.
          Porque hoje eles não me ajudam? Quando já ajudei outros.
          Porque esse pavor? 
          O que me leva a ele?
          Me questiono, me investigo, mas resposta não há.
          Só sei que quando minha saúde se abala, o pavor se instala.
          Medo de morrer? Vontade de viver?
          Quero tempo. Ainda não vivi tudo, nem tempo suficiente.
          Morrer não está nos meus planos para as próximas 5 décadas.
          E a vida me cutucando o tempo todo.
          Hora um sintoma, hora outro.
          Mas a vontade é tanto, vou vencendo cada um.
          Mas para cada um deles, novos medos vão se somando.
          E confesso. Ainda me encontro com uma pontinha de pavor.
          Mazelas e medo, sai desse corpo que não te pertencem.
          Vão embora. Aqui a luta é grande.
          E mais cedo ou mais tarde, a vida vence.
          E a luta segue. Um dia de cada vez.
          Me preparando para dias melhores.
Heloisah
          
          


sábado, 26 de julho de 2014

INSTÁVEL


          A difícil arte de conviver com pessoas instáveis...
          Sabe aquele tipo de pessoa que muda de humor várias vezes ao dia, que nada a satisfaz por muito tempo, que anda sempre desconfiada e com um pé atrás em tudo.
          Acho cada dia mais  difícil de lidar com esse tipo, a insatisfação está presente o tempo todo, desconfiada, acha que sempre tem pessoas falando dela, atrapalhando seus planos, é indecisa e afirma que  tem alguém puxando seu tapete sempre que as coisas não dão certo.
          É um barril de pólvora pronta a explodir sempre que é contrariada. Bipolar é apelido, vai muito além, se diz apaixonada pelo seu trabalho, mas deixa a desejar na execução de suas tarefas diárias, mas a culpa é sempre do outro, nunca dela.
          Adora falar mal dos colegas em sua ausência, mas junto deles sempre se cala e se faz de amiga. Adora jogar água fria nos planos dos outros e aconselha a deixar o projeto de lado, que não vai dar certo, passado alguns dias lá está ela tentando executar o mesmo, roubando a ideia do colega.
          No mesmo dia diz amar uma pessoa e logo após está pronta a esfaqueá-la. Oh criatura insana, instável, bipolar, doente, simplesmente insuportável. Difícil de conviver.
          Sua mania de perseguição a faz fazer coisas insanas, inacreditáveis para depois se fazer de vítima, para sair das enrascadas que ela própria se mete, barraqueira sem igual, grita, xinga e diz que está defendendo seus direitos.
          Estou há alguns dias observando tal criatura, cada dia fico mais abismada com sua mente doentia, com suas atitudes e principalmente por sua dissimulação.
          Preciso me afastar de tanta negatividade, ninguém merece conviver com tal criatura. Ajudar está além de qualquer ser humano normal. Ela precisa de ajuda profissional urgente. Mas quem se atreve?
          Eu ando me escondendo, sempre que possível e quando não é apenas ouço bem caladinha sem dar nenhuma opinião, qualquer murmúrio serve como reforço para sua loucura.
          Para combinar só uma nuvem negra...
Heloisah
          
          
          
                 

segunda-feira, 7 de julho de 2014

SAUDADE

          


          Saudade aperta o peito o tempo todo, do momento que acordo até a hora que de exaustão adormeço.
          Saudade de seu sorriso, de sua voz, de ver você brincando incansavelmente, do seu mal humor quando contrariado, sua cara brava quando as coisas não acontece como você quer.
          Saudade... Muitas saudades... Vontade de abraçar e ser abraçada, vontade de dizer te amo e ouvir eu também te amo infinitão, saudade de nossas guerrinhas de travesseiros e de sua pouca vontade na hora de tomar banho.
          Metade do tempo já passou, mas quando penso que ainda falta uma semana para meu abraço, meu coração se encolhe e aperta ainda mais, parece que a saudade não tem fim e é progressiva, aumenta um tantão a cada dia somado.
          Creio que preciso desapegar um pouco para sofrer menos a cada separação. Aprender a dividir e compartilhar o tempo, sei que seu amor é para todos e que partir é necessário de vez em quando. Então porque sofro tanto? Porque dói tanto?
          Contando cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, cada semana, e tudo me parece infinito, não passa, o tempo não anda, invento o que fazer mas a mente não desliga de você.
         Meu cérebro não fica of, nem quando durmo, é uma atividade constante, já acordo exausta, mente fervilhando, converso com Deus pedindo paz e tranquilidade para mim e proteção para você. Coração aquieta um pouquinho, mas logo a ansiedade toma conta novamente.
          Lembro das palavras da psicologa: - Heloisah, você não pode amar demais, tem que por limites no seu amor. Mas como limitar o que é infinitamente expresso? Não consigo e no final quem sofre sou eu.
          Não consigo amadurecer e racionalizar minha maneira de amar, vou seguindo meus dias com o coração apertado e a saudade latente, contando cada segundo que passa.
          Estou aqui, só ouvir sua voz não basta, quero meu abraço...
          Seguindo e perseguindo cada dia com uma vontade de dormir e só acordar quando for hora de você voltar...
          Saudades! Oh! Quantas saudades...
Heloisah

sábado, 5 de julho de 2014

ESTILO HELOISAH PARA PESCAR



          Euzinha toda estilosa para pescar.
          Não gosto muito deste esporte, mas vamos lá.
          Todos vestidos e calçados a caráter.
          E eu, com cabelos escovados, saia, blusa e sandálias, camada espessa de filtro solar e outra de repelente,  munida do meu inseparável guarda sol.
          Mal entro na canoa e meu guarda sol voa com o vento e me deixa desprotegida. E o tal repelente que não faz o mínimo efeito e quando vejo, viro fast food de insetos, coço daqui, coço dali, calombo subindo e pele avermelhada por toda área exposta, sol me deixando incomodada.
           Programa de índio. Eu já havia me prometido a não participar deste tipo de passeio, mas de vez em quando me deixo convencer e me arrependo logo em seguida.
          Enquanto minha companhia nada tentando resgatar meu guarda sol, me deixa sozinha na canoa, vejo que as varas já estão com as iscas, e para tentar ajudar, coloco as em posição de pesca.
          E para piorar tudo, um danado de peixe, resolve abocanhar isca e anzol. Agora sim danou-se tudo! Retiro o peixe da água. Preciso libertá-lo e devolvê-lo para a água, mas como fazer isso sem pegar no bicho de cheiro forte e viscoso?
          Eu sei que preciso salvar o coitadinho, enquanto luto comigo mesma, pego não pego? Ele se debate, penso lentamente, mas decido agir rapidamente e livrar o bichinho, mas quem falou que é fácil? O anzol preso com suas garrinhas, mexo daqui, mexo dali, consigo desgarrar o tal anzol.
          Liberto o danadinho, e mesmo com sua boquinha machucada ele nada rapidamente para longe. 
         Meu guarda sol não foi resgatado, as varas foram retiradas da água, voltamos sem pescar nada e eu me prometendo novamente a não me deixar convencer a fazer esse programa nunca mais.
        De tudo isso percebi que: os únicos que ficaram felizes foram os mosquitos, que me viram como um restaurante, e ficaram super alimentados. Affff.... Pescar nunca mais... 
Heloisah