A difícil arte de conviver com pessoas instáveis...
Sabe aquele tipo de pessoa que muda de humor várias vezes ao dia, que nada a satisfaz por muito tempo, que anda sempre desconfiada e com um pé atrás em tudo.
Acho cada dia mais difícil de lidar com esse tipo, a insatisfação está presente o tempo todo, desconfiada, acha que sempre tem pessoas falando dela, atrapalhando seus planos, é indecisa e afirma que tem alguém puxando seu tapete sempre que as coisas não dão certo.
É um barril de pólvora pronta a explodir sempre que é contrariada. Bipolar é apelido, vai muito além, se diz apaixonada pelo seu trabalho, mas deixa a desejar na execução de suas tarefas diárias, mas a culpa é sempre do outro, nunca dela.
Adora falar mal dos colegas em sua ausência, mas junto deles sempre se cala e se faz de amiga. Adora jogar água fria nos planos dos outros e aconselha a deixar o projeto de lado, que não vai dar certo, passado alguns dias lá está ela tentando executar o mesmo, roubando a ideia do colega.
No mesmo dia diz amar uma pessoa e logo após está pronta a esfaqueá-la. Oh criatura insana, instável, bipolar, doente, simplesmente insuportável. Difícil de conviver.
Sua mania de perseguição a faz fazer coisas insanas, inacreditáveis para depois se fazer de vítima, para sair das enrascadas que ela própria se mete, barraqueira sem igual, grita, xinga e diz que está defendendo seus direitos.
Estou há alguns dias observando tal criatura, cada dia fico mais abismada com sua mente doentia, com suas atitudes e principalmente por sua dissimulação.
Preciso me afastar de tanta negatividade, ninguém merece conviver com tal criatura. Ajudar está além de qualquer ser humano normal. Ela precisa de ajuda profissional urgente. Mas quem se atreve?
Eu ando me escondendo, sempre que possível e quando não é apenas ouço bem caladinha sem dar nenhuma opinião, qualquer murmúrio serve como reforço para sua loucura.
Para combinar só uma nuvem negra...
Heloisah
Saudade aperta o peito o tempo todo, do momento que acordo até a hora que de exaustão adormeço.
Saudade de seu sorriso, de sua voz, de ver você brincando incansavelmente, do seu mal humor quando contrariado, sua cara brava quando as coisas não acontece como você quer.
Saudade... Muitas saudades... Vontade de abraçar e ser abraçada, vontade de dizer te amo e ouvir eu também te amo infinitão, saudade de nossas guerrinhas de travesseiros e de sua pouca vontade na hora de tomar banho.
Metade do tempo já passou, mas quando penso que ainda falta uma semana para meu abraço, meu coração se encolhe e aperta ainda mais, parece que a saudade não tem fim e é progressiva, aumenta um tantão a cada dia somado.
Creio que preciso desapegar um pouco para sofrer menos a cada separação. Aprender a dividir e compartilhar o tempo, sei que seu amor é para todos e que partir é necessário de vez em quando. Então porque sofro tanto? Porque dói tanto?
Contando cada segundo, cada minuto, cada hora, cada dia, cada semana, e tudo me parece infinito, não passa, o tempo não anda, invento o que fazer mas a mente não desliga de você.
Meu cérebro não fica of, nem quando durmo, é uma atividade constante, já acordo exausta, mente fervilhando, converso com Deus pedindo paz e tranquilidade para mim e proteção para você. Coração aquieta um pouquinho, mas logo a ansiedade toma conta novamente.
Lembro das palavras da psicologa: - Heloisah, você não pode amar demais, tem que por limites no seu amor. Mas como limitar o que é infinitamente expresso? Não consigo e no final quem sofre sou eu.
Não consigo amadurecer e racionalizar minha maneira de amar, vou seguindo meus dias com o coração apertado e a saudade latente, contando cada segundo que passa.
Estou aqui, só ouvir sua voz não basta, quero meu abraço...
Seguindo e perseguindo cada dia com uma vontade de dormir e só acordar quando for hora de você voltar...
Saudades! Oh! Quantas saudades...
Heloisah
Euzinha toda estilosa para pescar.
Não gosto muito deste esporte, mas vamos lá.
Todos vestidos e calçados a caráter.
E eu, com cabelos escovados, saia, blusa e sandálias, camada espessa de filtro solar e outra de repelente, munida do meu inseparável guarda sol.
Mal entro na canoa e meu guarda sol voa com o vento e me deixa desprotegida. E o tal repelente que não faz o mínimo efeito e quando vejo, viro fast food de insetos, coço daqui, coço dali, calombo subindo e pele avermelhada por toda área exposta, sol me deixando incomodada.
Programa de índio. Eu já havia me prometido a não participar deste tipo de passeio, mas de vez em quando me deixo convencer e me arrependo logo em seguida.
Enquanto minha companhia nada tentando resgatar meu guarda sol, me deixa sozinha na canoa, vejo que as varas já estão com as iscas, e para tentar ajudar, coloco as em posição de pesca.
E para piorar tudo, um danado de peixe, resolve abocanhar isca e anzol. Agora sim danou-se tudo! Retiro o peixe da água. Preciso libertá-lo e devolvê-lo para a água, mas como fazer isso sem pegar no bicho de cheiro forte e viscoso?
Eu sei que preciso salvar o coitadinho, enquanto luto comigo mesma, pego não pego? Ele se debate, penso lentamente, mas decido agir rapidamente e livrar o bichinho, mas quem falou que é fácil? O anzol preso com suas garrinhas, mexo daqui, mexo dali, consigo desgarrar o tal anzol.
Liberto o danadinho, e mesmo com sua boquinha machucada ele nada rapidamente para longe.
Meu guarda sol não foi resgatado, as varas foram retiradas da água, voltamos sem pescar nada e eu me prometendo novamente a não me deixar convencer a fazer esse programa nunca mais.
De tudo isso percebi que: os únicos que ficaram felizes foram os mosquitos, que me viram como um restaurante, e ficaram super alimentados. Affff.... Pescar nunca mais...
Heloisah
Sabe aquela pessoa que sabe tudo? Que mesmo antes de você terminar uma frase ela já faz um aparte, falando do melhor, do pior, dando opinião, intrometendo, I-N-T-R-O-M-E-T-E-N-D-O.
Ando cansada da intromissão, de apartes, de sugestões e opiniões que não somam nada, é apenas a atitude de quem quer ter o prazer de falar primeiro, de opinar e fazer sugestões incabíveis. Só para gritar: Hei estou aqui! Olha para mim! Deixa eu falar, quero participar de suas decisões...
E quando tem visita então. É nessa hora que a criatura acha que tem que participar de toda conversa, falando alto, metendo a colher de pau, não desconfia que está sendo irritante e que desagrada a todos.
Se ouve que vamos encomendar salgados, mesmo sabendo que sempre encomendamos na salgadeira que nos acompanha de longa data, ela tem que aparecer e falar que conhece um lugar ótimo e que os salgados são bons.
O mais interessante ela sabe de tudo, menos do seu lugar, nunca faz nada errado é sempre o outro, ela não jamais. E o que o outro faz muito bem ela toma posse e vai logo falando eu fiz.
Me irrita, mas não fico sem ela. Nos piores momentos me calo e deixo que ela fale sozinha até perceber e se retirar. Só queria que ela esperasse ser consultada para dar sua opinião e não antes. Que mesmo que esteja de ouvido em pé captado nossas conversa que ficasse calada.
Afinal família é isso. De tanto estar junto não percebe que está se I-N-T-R-O-M-E-T-E-N-D-O, I-R-R-I-T-A-N-D-O, apenas acha que está ajudando é a cigarra da minha vida, faz tanto barulho para nada.
Heloisah
Sentada debaixo do arvoredo à sombra do pomar. Observo o verde das folhagens e encontro diferenças nas tonalidades, uns mais claros, outros mais escuros, cada árvore com sua cor, com seu formato de folhas, com sua ramagem e copas.
Nada é igual. Várias mangueiras, cada uma de altura, tronco e copa diferente, com folhas grandes, outras médias e algumas pequenas, mas todas as mangueiras estão floridas, se preparando para produzir toneladas de frutos.
Os abacateiros com galhos carregados e na hora da colheita, daqui vai sair milhares de caixas cheias. Nesse momento o vento balança a ramagem e alguns frutos se desprendem e caem no chão se quebrando todo e servindo de alimento para as aves que se encontram por perto. E nesse cai, cai, quase recebo um no colo, foi por pouco. Pausa para me sentar em outro lugar.
Aqui há outras frutas tais como: seriguelas, amoras, cajás, limões, mexericas pocam, bananas, laranjas, uvas, jabuticabas, acerolas e goiabas. Cada tipo de frutas em estágios diferentes de produção, uns na florada, outros em início de formação, outros em crescimento, outros na hora da colheita e muitos no intervalo de produção como as jabuticabas.
De repente me perco observando as formigas que transitam nas cascas e pelos troncos das árvores, sentei em um local em que elas passam por mim e não me incomodam, pretas, compridas e ligeiras, lá vão elas.
Abelhas e vespas voando e zunindo por todo lado, a cantoria dos pássaros, repousando ou alimentando nas árvores ou no solo coberto de folhas, flores e frutos caídos recentemente.
Brisa fresca, deliciosa a esvoaçar meu vestido e cabelos. Penso duas vezes para atravessar o pátio entre a sombra e o sol. Eis que posa bem próximo dos meus pés um bando de quero quero, me encanto com seus andares elegantes e saltitantes com suas longas e finas pernas.
Como pode tanta algazarra? Tenho receio de me mover e espantá-los, agora pousa aqui próximo um grupo de pombos que andam rebolando e catando com seus biquinhos tudo que acham pela frente e um outro tanto de pequenos pássaros ciscam as folhas se divertindo e se alimentando. Momento mágico.
Próximo ouço barulho de água a cair, refrescando minha memória, acalentando meus sonhos e me despertando para a vida. Se a coragem deixar, vou lá me banhar. As crianças já estão se divertindo nas águas mornas pelo sol.
Vou ficando por aqui olhando um lindo céu por entre as folhagens, retalho de lindo azul e em outros flocados de nuvens brancas. Dia lindo. Momento perfeito para me perder em contemplação.
Heloisah
E a vida como vai? Assim... Assim... Vivendo intensamente cada minuto. Agradecendo a dádiva de ter um novo amanhecer, buscando equilíbrio entre a saúde e as mazelas.
Levanto toda manhã com um sorriso e uma oração, mais um dia para experimentar novos sabores, novas cores, novas texturas, novas emoções e o que conta é simplesmente viver.
Viver de verdade, com intensidade, com alegria, com prosperidade, com sabedoria e com simplicidade. Viver o hoje sem deixar nada para depois.
Abraçar os amores, a vida, a família, os afilhados, os amigos e as mascotinhas. Abraçar apertado e não deixar escapar a vida por entre os dos dedos, segurar firme e vencer cada momento, com grande alegria e muitos abraços.
Andando lado a lado com o tempo. Hoje já não tenho necessidade de correr contra ou atrás do tempo. O melhor é ir acompanhando cada acontecimento com sabedoria e paciência, afinal correr para que? Se tenho todo o tempo necessário para cumprir minha jornada, para trilhar minha estrada, para chegar ao meu destino.
Aprendi a viver o hoje de olho no amanhã e se despedindo do ontem, porque a vida só acontece agora, ontem já se foi, ficou só a experiência e o amanhã é só uma possibilidade.
Enfrento as batalhas de frente, não recuo, mas também não avanço se não me sentir segura. E hoje não arrisco ir além dos limites que o corpo me impõe.
Só não aprendi a dominar minha língua, ainda falo mais do que o necessário, sem pensar e as vezes propositalmente, falo tudo, não deixo nada para depois e quando percebo já desfiz o mundo de alguém ou derrubei o meu próprio.
Difícil mesmo é o meu discurso, falo mais que a boca e deixo um mar de palavras dúbias que as pessoas interpretam do jeito que querem provocando mal estar em muitos.
Vivendo para aprender a contar até dez, para morder a língua antes de falar o que não é de minha conta. Ficar calada por tempo insuportável.
Afinal... E a vida como vai?
Assim... Assim...
Heloisah
Meu instante mágico é quando meu amor transborda e vai além de qualquer medida.
Essa semana me trouxe algo para pensar, dimensionar, medir e decidir. Ouço da psicologa, que não se deve amar demais, que quem ama muito, seu amor passa a ser pisado, descartado, desacreditado e agora?
Meu amor é desmedido, amo sem limite, amo além do infinito, amo incondicionalmente. Mas o mesmo amor que sinto pelo outro, tenho certeza me amo um tantinho mais. Amo com os olhos bem abertos, verificando onde está meu chão. Mas se necessário for, também perco meu chão e me atiro por inteiro.
Me pergunto: Como medir o amor? É possível? Há limites para amar? Ama-se mais ou menos ou ama-se por inteiro? Passei a semana pensando, analisando e ainda acho que o amor não tem medida.
Ama-se de formas diferentes, amor de mãe, amor de pai, amor de filhos, amor de irmãos, amor de amigos, amor entre casal, amor, amor e amor, diferentes, mas sem medidas.
Entre amar e medir, fico apenas com o amor. Está decidido vou amar do meu jeito, como sempre fiz, certo ou errado esse é o meu estilo. Me perdi muitas vezes, mas me achei muito mais. Meu amor desenfreado me trás muitas alegrias, me considero uma pessoa feliz, recebo de volta todo o meu amor dedicado.
Nos meus tropeços, erros e acertos, o amor sempre esteve presente. Nunca precisei medir e não vai ser agora que vou começar. As outras dicas da psicologa vou seguir, para me tornar uma pessoa melhor, acho-as relevantes e importantes para meu crescimento pessoal.
Amando sem medidas vou seguindo.
Heloisah
Doce despertar. Observando o amanhecer. Domingo passado levantei bem cedinho a tempo de sair e observar o dia se colorindo e surgindo como uma pintura.
Ainda no lusco fusco, entre a noite e o dia, mais sentia que via. Sentia a brisa fria que me fazia arrepiar, sentia o orvalho molhando meus pés e pernas a medida que avançava no gramado mal cuidado, sentia um contentamento de estar ali naquele exato momento.
Mais ouvia do que via. Ouvia os pássaros alegres a cantarem fazendo grande festa nas árvores ao redor, por mais que os procuravam não os via, a escuridão não permitia. Ouvia o borborinho de água a escorrer, bem próximo há um riacho, mas nada via a não ser as silhuetas dos arvoredos.
No céu uma linda lua de quarto minguante acompanhada de sua estrela companheira e brilhante (que na verdade é o Planeta Vênus), e lá no horizonte o céu começa a pintar com cores quentes que vai do amarelo quase branco ao vermelho queimado. DEUS pintando com seus dedos mágicos um novo dia para nos presentear.
Lindo amanhecer que rapidamente despertou, e o céu se pintou de azul e branco e se perdeu quase instantaneamente as cores quentes, por alguns momentos me perdi entre observar e escolher frutas e verduras e me esqueci daquele momento mágico, agora era só imaginar o que poderia ser feito com alimentos tão bonitos e fresquinhos, recém colhidos.
E novamente quando volto a observar o dia, vejo que o sol inundou todo o espaço visível, fazendo sombras refrescantes em baixo das árvores, vejo o riacho correndo livremente em seu leito, cantando sua canção suave, vejo os pássaros alvoroçados, voando e pousando em busca de alimentos e no pomar fazendo a maior algazarra.
A mágica do dia não se perdeu, apenas mudou de estágio. Volto para casa com os braços cheios de frutas e hortaliças. Lá de fora já sinto o cheirinho de café recém coado, forte como gosto, avanço rapidamente para saboreá-lo.
Dia lindo, perfeito. Nem pensei em plantar uma torre no descampado. Simplesmente registrei e guardei no meu arquivo particular da mente. Sei que esse momento que vivi jamais será esquecido, e para ter certeza o registrei com palavras.
Cada novo amanhecer tem sua mágica própria, nunca é igual, muda-se o cenário, muda as cores, muda os sentimentos, muda-se a visão. Cada amanhecer é único. Desejo viver intensamente milhares de momentos como esse final de semana. Aguardando novos e doces momentos.
Heloisah
A ação tem um impacto muito mais poderoso que a palavra. Fala-se muito, solidariza-se, condói-se e emociona-se com tudo. Mas é vazio, é oco, apenas palavras na boca, muitas vezes sem sentimento, que se perde logo que proferida, o vento leva e não tem mais retorno.
O que me encanta são aqueles que não falam, que calados vão lá e fazem, se abaixam para enxugar as lágrimas, que se dispõem em limpar as feridas, alimentam o corpo e a alma dos necessitados, mas o mais importante, estão juntos, ficam firmes, doam força, inspiram fé, simplesmente ajudam.
Pessoas que fazem, são raras, pessoas que solidarizam com palavras existem aos montes, também tem lá sua importância ao inspirar coragem, paciência e persistência, mas não chegam aos pés de quem faz e muitas vezes anonimamente.
Ultimamente tenho observado esses dois tipos de pessoas, aqueles que ao ver alguém sangrando, ficam por perto, confortam, segura a mão, incute força e se preciso for ampara.
Ah! Mas tem aqueles que vão além de amparar, simplesmente toma frente, se abaixam, limpam as feridas, pressiona, segura firme até o sangramento estancar, que lava a pele manchada de sangue, que cuida até a tempestade passar, esse afeto, não só cura o corpo como a alma também.
Pessoas raras e muito importantes na vida daqueles que mais precisam. Mas há também aquelas pessoas, que não solidarizam com palavras e nem arregaçam as mangas e fazem, mas silenciosamente, anonimamente, doa para salvar vidas, doa alimentos, remédios, ajudam na sobrevivência daqueles muito necessitados.
Também há aqueles que doa seu tempo para alegrar e cuidar dos enfermos, dos idosos, de crianças, de animais; outros que cozinham para matar a fome de dezenas de necessitados.
Mais que encantada fico emocionada com essa gente, que não espera, que não faz corpo mole, que não descansa. Simplesmente vão lá e fazem. Desejo que essas pessoas se multipliquem.
Heloisah
A vida é uma viagem fantástica e louca onde nada está garantido. A verdade é que não sei o que vai acontecer daqui a alguns segundos. Imprevisível.
Em questão de horas tudo muda, embarquei nessa vida há cinquenta e três anos. Esse trem, às vezes anda com velocidade normal e em outras desgovernado, e assim vou seguindo minha viagem.
Tem momentos que quero ir mais rápido para deixar para trás tudo aquilo que me incomoda, que machuca, nos meus momentos de stress e de desequilíbrio emocional.
Em outros momentos, quero que ele vá devagar para que eu possa saborear mais lentamente meus momentos gratificantes, para ter tempo de admirar as vidas que passam por mim incessantemente, a paisagem. Adoro esses momentos.
Nessa viagem me deparo diariamente com familiares, amigos e anônimos, cada um com sua alegria, dores e pesares, uns mais fáceis de lidar e outros nem tanto.
Nesse tour estou aprendendo que vai demorar muito para eu me transformar na pessoa que quero ser e que preciso ter muita paciência para esperar por essa mudança. Aprendi também que vou mais além quando ultrapasso os limites por mim estabelecidos.
Estou aprendendo que a vida corre depressa demais que o hoje vira ontem numa velocidade vertiginosa, que no caminho algumas pessoas ficam para trás e outras entram e rapidamente ocupa os lugares vagos ao meu redor.
Observo que a vida tem um compasso certo, de equilíbrio, como as batidas do coração se aceleram pode procurar que algo não vai bem significa problemas.
Nessa viagem em cada parada observo, deslumbro e aprendo e retomo meu acento, não pretendo ficar para trás e nem desembarcar tão cedo. Minha passagem é vitalícia.
Vou seguindo minha viagem, independente de qualquer situação desfavorável, nada consegue me deter, minha força de vontade é gigantesca e nessa viagem sinto que sou embalada por mãos poderosas a me guiar e direcionar.
Que assim seja por muitos e muitos anos.
Heloisah